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Gênero e Sexualidade na Literatura Infantil: Como os filmes infantis e contos de fadas podem influenciar na formação de identidade infantil

Trabalho de Conclusão de Curso

Nome: Andriele Rodrigues dos Santos
Instituição: UFF - Universidade Federal Fluminense, INFES - Instituto do Noroeste Fluminense de Educação Superior
Programa: Curso de Pedagogia
Orientador: Amanda Rabelo
Ano: 2017
País: Brasil

Resumo
O presente trabalho tem como objetivo mostrar como os contos infantis podem influenciar as crianças durante sua formação de identidade, ou seja a sua personalidade, esta que se dá por meio de fatores internos e externos, sendo os internos os instintos, impulsos e características biológicas herdadas e os atores externos que são culturais, sociais, históricos e etc, nesses fatores externos que se implicam os filmes e contos que chegam as crianças através da escola, principalmente em relação às condições de gênero. O que percebi ao analisar os filmes animados voltados para a infância foi que essas releituras estabelecem um padrão no qual as mulheres deveriam se enquadrar para serem consideradas aceitáveis à sociedade na qual estão inseridas, modelo este que ainda está legitimado na sociedade contemporânea, onde se cultua excessivamente a beleza, onde as diferentes estéticas não são aceitas, e parte dessa cultura chega até as crianças através dos livros infantis: as princesas são sempre belas, bem comportadas e submissas; os príncipes sempre lindos, fortes, viris. Esses padrões acabam por refletir nas crianças como o belo e o aceitável e se legitimam com o aval da mídia que também cultua essas formas estéticas como padrão de beleza e comportamento, almejo mostrar como o faz de conta se realiza em nosso meio sem que possamos perceber sua presença. Utilizei de pesquisas bibliográficas e análise dos filmes, Shrek e A bela e a fera.

Palavras-chave: Gênero, sexualidade, estereótipos

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O Gato Doméstico nos Desenhos Animados: Questões de ética e comportamento animal

Tese de Doutorado

Nome:
Juliana Clemente Machado
Instituição: UFF - Universidade Federal Fluminense/ Associação ampla - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Fundação Oswaldo Cruz, Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Universidade Federal Fluminense
Programa: Pós-graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva
Orientador: Rita Leal Paixão
Ano: 2015
País: Brasil

Resumo
Desde muito cedo na história da comunicação, os animais não humanos são usados como símbolos para representar características da sociedade humana. No presente, é comum encontrá-los em filmes, livros, propagandas e desenhos animados trazendo valores e ideologias que sinalizam o modo como entendemos o mundo. Existe uma linha de pesquisa, com contribuição da antropologia, pedagogia, sociologia e comunicação, que visa investigar como são estas representações, por que elas ocorrem e quais as consequências disto para a relação das pessoas com os demais animais na vida real. Haveria relação entre o modo como a sociedade representa os animais na mídia e o modo como ela compreende estes seres na realidade? Esta foi a pergunta principal que norteou toda a condução do presente estudo. Considerando que os desenhos animados são talvez a primeira forma de contato com animais na ficção, este trabalho dedicou-se a investigar este meio de comunicação. Entre os animais, o gato doméstico foi escolhido por se tratar de uma espécie cuja relação com a sociedade é cercada de simbolismos, misticismos, compreensões equivocadas e percepções preconceituosas. Há registros significativos, inclusive, de maus-tratos, abandono e não adoção destes animais. Assim, este trabalho objetivou investigar como ocorre a representação do gato doméstico nos desenhos animados: como é apresentado o seu comportamento, se é antropomorfizado, em que grau e em quais aspectos. Se antropomorfizado, como seria sua representação moral. Foi possível confirmar a ausência de representação fidedigna da grande maioria dos comportamentos. Também verificou-se que é um animal antropomorfizado, especialmente em sua biologia e comportamentos e em segundo lugar, por meio da linguagem. Finalmente concluiu-se que nos desenhos sua representação moral é ambígua, ora com características positivas, ora com traços negativos, reforçando a ambiguidade e incerteza presentes em outros contextos da sociedade. A discussão girou em torno das possíveis consequências deste panorama na percepção das pessoas em relação ao gato doméstico. Defende-se aqui a necessidade de uma reflexão sobre o dever moral que a mídia, pais e educadores têm em direcionar a olhar crítico das pessoas em formação sobre estes modos de representar. Esta preocupação vai ao encontro das reflexões que a ética animal vem levantando no presente. Espera-se que com este debate, possamos melhorar a forma como compreendemos e nos relacionamos com os animais não humanos em diferentes setores da nossa sociedade


Palavras-chave: gatos, desenhos animados, ética animal, bioética, mídia

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Imagem, Movimento e Discurso: Das gangorras à revolução em Irmão do Jorel

Dissertação de Mestrado
 
Nome: Murilo Alberto Martins Silva
Instituição: UFF - Universidade Federal Fluminense
Programa: PPGEL - Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem 
Orientador: Beatriz dos Santos Feres
Ano: 2020
País: Brasil

Resumo
Tomando como base a percepção de que o movimento consiste em uma transformação no tempo e no espaço, projeta-se para o discurso como operação de ordem narrativa e descritiva, que implicita sentidos e efeitos. Esta pesquisa, portanto, tem como objetivo compreender de que forma o movimento na imagem influencia o processo enunciativo, ou seja, como ele se configura como recurso estratégico dentro do discurso. Para isso, foi feito um recorte de um episódio da animação nacional Irmão do Jorel (Juliano Enrico, Copa Studio, 2015), mais precisamente do episódio Gangorras da Revolução, que aborda temas como repressão, ditadura e resistência. O trabalho se estrutura de acordo com a Teoria Semiolinguística de Análise do Discurso, de Patrick Charaudeau (2001), a qual concebe três níveis de construção de sentido: Semiolinguístico, Discursivo e Situacional. A metodologia de análise será aplicada de acordo com esses níveis. No nível Semiolinguístico, serão levados em consideração os aspectos formais que configuram o desenho como cartum. O nível Discursivo será desenvolvido em dois momentos, um que leva em consideração a temporalidade da imagem – podendo ser intrínseca, extrínseca ou intersticial – (no modo de organização Narrativo e nos aspectos de ordem Semântica) e outro que foca na espacialidade (no modo de organização Descritivo a partir do componente situar-localizar). Dito isso, a análise buscará compreender como as transformações do espaço e do tempo configuram o movimento discursivo dentro do desenho animado em questão e, além disso, o modo como essa transformação espaço-temporal do enunciado contribui para a construção de sentido acerca da repressão e da ditadura. O resultado mostra haver uma relação direta entre o movimento da imagem e o discurso ali presente.


Palavras-chave: imagem, movimento, discurso, semiolinguística 

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