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A Imagem Animada

Artigo Acadêmico
(indexado pela 1a. vez em 07/10/2011)


Autor(a): Eliane Gordeeff
InstituiçãoUFRJ
Programa: Programa de Pós-graduação em Artes Visuais
Publicado em: Atas do I Encontro de Pesquisadoes PPGA/RJ e 17° Eencontro de Estudantes do PPGAV/EBA/UFRJ - [Des]limites da Arte: reencantamentos, impurezas e multiplicidades. Coordenação Prof. Dr. Luiz Sérgio de Oliveira (UFF) Prof. Dr. Luiz Cláudio da Costa (UERJ) Prof.ª Drª. Maria Cristina Volpi Nacif (UFRJ). RIo de Janeiro: Escola de Belas Artes/UFRJ, 2009, pp. 256-267.
Ano: 2009
País: Brasil

Resumo

A riqueza de possibilidades da construção imagética e consequentemente, estéticas, no campo da animação, são quase inquantificáveis – somente em relação às técnicas de animação, é possível classificar genericamente mais de 10 variedades: desenho sobre papel, desenho sobre película, pintura sobre vidro, rotoscopia, animação com areia, com bonecos, com objetos, com massinha, com recortes, com pessoas, com pinos e as variantes digitais (2D e 3D).
No caso das animações em Stop motion, a própria diversidade de materiais utilizados em suas produções, resulta na construção de uma imagem complexa e profunda tanto em termos visuais (com texturas, profundidades e criação de contrastes) como em termos de significados e representações – trabalhos do animador tcheco Jan Svankmajer são exemplos contundentes.
Além dessa materialidade, inerente ao ato de animar, é preciso considerar também que, na construção dos personagens e dos universos diegéticos de suas histórias, o animador não só se utiliza do tecnicismo como também dos códigos cinematográficos – montagem, câmera, luz, cor – na construção visual de suas mensagens – sejam elas narrativas ou não-narrativas. No primeiro caso, se assemelham ao cinema de ação viva e também se utilizam dos códigos narrativos. No segundo, se assemelham a caleidoscópicos controlados pelo animador – que não por isso deixam de emocionar, surpreender ou instigar o olhar do público, sempre voyeur.
Mas independente dessas questões, a imagem animada é invariavelmente o resultado da simulação do movimento. A arte da animação é, antes de tudo, a arte da simulação – da própria anima dos personagens além dos cenários e dos ambientes.
São objetos inanimados, ou riscos sobre o papel, que vistos sequencialmente se apresentam vivos: se movimentam, riem, sofrem e emocionam. Essa "falsidade" muitas vezes transmite uma impressão de realidade – principalmente com as novas tecnologias – que quebraram paradigmas fazendo surgir outras técnicas e formas de se animar, dotando essa simulação de um grau de verossimilhança surpreendente, criando verdadeiros simulacros.
Como é possível observar, se debruçar sobre essas questões se faz premente não somente pelo presente interesse que a mídia tem demonstrado por essa Arte, mas principalmente pela necessidade de uma maior e melhor compreensão desta como meio de expressão.

Palavras-chaveAnimação, Cinema, Stop motion, Narrativa, Simulação

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